Arwen's Evenstar

e, após estes anos todos, eu ainda mantenho a esperança de, um dia, conseguir juntar os 119 euros para comprar isto.

Losing my religion

A verdade é que muita gente não percebe porquê, mas o facto de eu já não escrever tanto como há um ano atrás é para mim mais aterrorizante do que eu própria pensava que fosse. Já lá vão os dias em que eu partilhava com outros os sentimentos que tinha dentro de mim, em que eu escolhia os detalhes que usava e quando eu metaforizava tudo o que me parecia imprópio de expôr. Sinto que perdi um pouco do que eu era, porque eu sempre vi a escrita como um talento em crescimento que eu levava para todo o lado e me recusava de abdicar. Enquanto uns acreditavam num Deus, eu tinha fé nas frases que eu construia em inocência.
Para onde foram aqueles tempos em que eu derramava letras em vez de lágrimas?

In a revolution

E aqui vou eu, mais uma segunda feira na qual me sinto revoltada com a vida que levo. Já nada faz sentido nenhum, esta rotina escolar, que não foi minha escolha, anda-me a dar voltas ao estômago. Perdi a vontade que me restava para continuar a estudar coisas que não me interessam minimamente, de estar sentada numa cadeira que nada mais faz a não ser receber o calor do meu cu, ou seja, tenho andado a usá-la para nem sequer receber quaisqueres frutos dos meus esforços em vão. Gostava que fosse mais fácil, e se calhar até é, se calhar a melhor coisa é viver como estudante pressionada nesta crise que cada vez fica pior. Mas a minha mãe sempre me disse que sou egoista, que não dou valor à sorte que tenho ... Qual sorte? A sorte de poder estudar algo que não foi feito para mim? Não sei se tenho vontade de me arrastar mais uns 3 anos por um caminho escolar que não se adéqua a mim, nem ao meu tão desejado futuro. Futuro esse que se está a desabar. Não sou vidente, mas não é preciso ter uma esperteza de alto nível, nem poderes supernaturais para prever esta porcaria.

simply perfect ..

“You know when sometimes you meet someone so beautiful and then you actually talk to them and five minutes later they’re as dull as a brick? Then there’s other people, when you meet them you think, “Not bad. They’re okay.” And then you get to know them and… and their face just sort of becomes them. Like their personality’s written all over it. And they just turn into something so beautiful.” — Amy Pond.

Oh ..

Ás vezes acontecem(-nos) coisas que é mesmo para deixarem uma pessoa parvinha da cabeça.

Devoid of caring

Os anos passam, as situações mudam e a vida revela-se ser o que realmente é. Aliás, as pessoas também. Devo admitir que há aquelas pessoas pelas quais perdi a fé, mas há sempre aquela esperança de que elas, quando for preciso, nos consigam mostrar que aquela tal esperança afinal não se manteve lá em vão.
Mas as pessoas não mudam. Não quero saber, muito gosta o mundo de acreditar que as pessoas mudam com o tempo, mas eu não acredito nisso, não é uma regra geral que se aplica a cada um de nós, aplica-se a quem tem cabeça, a quem tem um mínimo de consciência e aplica-se a quem tem um coração minimamente decente. E, infelizmente, nem todos têm essas três coisas. Há pessoas que simplesmente são fracas, não têm o mínimo de respeito pelos outros e acho que, de uma vez por todas, as pessoas têm de aceitar esse facto. Eu sei que é difícil aceitar o facto de que as pessoas que deveriam estar do nosso lado incondicionalmente, são aquelas que iram fugir a sete pés mal as coisas se começarem a complicar, mas é assim que as coisas são. E mais uma vez, não se aplica a toda a gente, mas a muitas ..
Os laços de sangue nem sempre significam apoio constante. Mais vezes do que deveria, mostram-nos que o que move as pessoas é que elas são por dentro e, infelizmente, no lugar de um coração, algumas têm um fruto podre.

Angels walk among us.

É uma sensação estranhíssima quando sentimos uma pessoa perto de nós, sabendo que esta está muito mais longe do que gostariamos que ela estivesse, mas a verdade é que eu sempre te sinto perto, esteja eu ao teu lado ou não.
Como já te disse, és um rapaz que para mim não aparenta ter quaisqueres defeitos. E podem dizer que estou a exagerar mas a verdade é que eu não vejo mesmo nenhum defeito em ti. És uma das criaturas mais queridas com a qual me deparei, tens a maneira mais doce de lidar com as pessoas e sabes sempre como ajudar uma pessoa, mesmo quando dizes que "não sabes o que é que hás-de dizer". És uma mistura, aproximadamente de um metro e 90, de inocência e maturidade num só, não sei porquê mas sempre achei isso engraçado e querido em ti, porque consegues combinar duas coisas que, nos dias de hoje, não se conseguem combinar muito bem.
Ainda me lembro de cada momento que passei contigo, pode ter sido muito simples mas o significado não podia ser maior. São como imagens de um filme que passam pela minha cabeça, lembro-me de tudo quase ao promenor, das coisas mais banais aos gestos que me ajudaram a superar coisas que nem deveriam ter acontecido ...
Porque a verdade é que foste tu uma das pessoas que mais me ajudou quando eu precisei e é triste saber que eu podia ter agido de forma diferente em certas alturas. É chato saber que só após um tempo é que nos apercebemos de certas coisas que já deveriam ter ficado claras antes.
Mas pronto, a verdade é que passados estes meses, a tua importância não diminuiu. Pode-se dizer que até ficou maior e queria dizer que te admiro e que te adoro, sem tirar nem pôr.

random outtakes

I’ve been in love before. It’s like a narcotic. At first it brings the euphoria of complete surrender. The next day you want more. You’re not addicted yet, but you like the sensation, and you think you can still control things. You think about other person you love for two minutes, and forget them for three hours. But then you get used to that person, and you begin to be completely dependent on them. Now you think about him for three hours and forget him for two minutes. If he’s not there, you feel like an addict who ain’t get a fix. And just as addicts steal and humiliate themselves to get what they need, you’re willing to do anything for love.

By The River Piedra I Sat Down and Wept by Paulo Coelho

Não sei porquê (39)

mas há muito que um "amo-te" não sai da minha boca. E há muito que não sei o que é senti-lo.

Porque há muito que não ouvia uma letra tão genuina como esta.




Eu não quero ser
Eu não quero pedir
Mas estou a perder
E não sei que fazer mais

O que eu era desapareceu
E quando falo parece, parece
Que não sou mais eu

Tento encontrar-me, desenrascar-me
Já faço a cama
Ando ocupada a tentar fugir de ti
Mas mais longe é mais perto
Mais difícil fazer o correto do que estar certo

Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que decore os teus planos e que não se esqueça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que te dê tudo e que nem pareça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que fique do teu lado e que não esmoreça
Cedo o meu lugar…
Mas a seguir peço para voltar

Para mim nunca foi um jogo
Foi apenas um retrato
Onde ficávamos bem os dois
Onde as dúvidas são p'ra depois
Gosto mesmo de ti
Mas tu nunca estás...
Nunca estás aqui

Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que decore os teus planos e que não se esqueça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que te dê tudo e que nem pareça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que fique do teu lado e que não esmoreça
Cedo o meu lugar…
Mas a seguir peço para voltar
É que eu gosto mesmo de ti
Eu gosto mesmo de ti

Tento encontrar-me, desenrascar-me
Mas quanto mais longe mais perto de ti
O que eu era desapareceu
A culpa percebe eu não sou mais eu

Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que decore os teus planos e que não se esqueça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que te dê tudo e que nem pareça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que fique do teu lado e que não esmoreça
Cedo o meu lugar… (A culpa percebe eu não sou mais eu)
Cedo o meu lugar…Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que decore os teus planos e que não se esqueça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que te dê tudo e que nem pareça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que fique do teu lado e que não esmoreça
Cedo o meu lugar…
Mas a seguir peço para voltar
Cedo o meu lugar…
É que eu gosto mesmo de ti
Eu gosto mesmo de ti

Dedico-te esta música, meu querido.




So fuck you and all we've been through. I said leave it, it's nothing to you and if you hate me, then hate me so good that you can let me out of this hell when you're around.

"And today I went shopping and talk is still cheap."

Well, I've been wondering for the last couple of days and, without meaning to sound negative, I have come to the fabulous conclusion that there is no more hope left for humanity. Personally, I've lost it all. And you know why? it just seems to me that people aren't based on honesty anymore. Honesty has become a rare value that is used by less people by the minute. And I think it's pretty frustrating, don't you?
Haven't you noticed that nowadays, the saying "I'll always be honest" has the same meaning has "If you were trapped in a tower, imprisoned by a furious Dragon, I would totally risk my life and save you."? What I mean is that asking for people to be honest is like asking them to risk their life for us. Something completely out of proportion and impossible to do for most of them. We are in a generation where people are unable to face their choices and actions and when they use people the way they've decided to, we become trash and they throw us in a cold, lonely corner and let us there to rot. As if we had some kind of label on us that says "to use until not usefull anymore" and they follow the instructions as precisely as they can.
Which is sad, actually. But the saddest part about all this sadness is that they insist on pronouncing words they don't mean, they insist on making us believe something that isn't actually there and we are the fools that trust those empty promises. Because, nowadays, to trust is one of the most dangerous risks a person can take. There is no such thing as genuine trust anymore, you can tell that everybody is afraid to poor their hearts out there because they know that someone will most likely take it away and jump on it with both feet.
And it's said that we have to be cautious, we have to watch for ourselves and try not to be dumb enough to be trapped but when soldiers are at war, they're told the same thing. They have to be cautious, they have to watch for themselves. But the thing is that we never know from where the bullets are shot. And we never know exactly who the shooter is until the moment has come where he's standing in front of us, gun in hand, to make sure that his bullet has perfurated the right spot.

time>we

“O Time, thou must untangle this, not I;
It is too hard a knot for me t’ untie.”

William Shakespeare


Sometimes, life indirectly tells us to take a passive position within our problems. It tells that we don't have the power to solve the problems that cross our way, wether it is because we are not the only ones concerned or because we don't know enough about it to solve it ourselves. Maybe there are some lessons we haven't learned yet and it's how shakepeare so well said; we have to let time untie the knots that life tied for us.
Because life's strength can't be compared to ours. It's like mother nature. We can try to prevent natural catastrophes but once she decides to destroy everything, she will. She will leave everything devastated, for whatever reason. And that's how life is. If it decides to fuck up our plans, in order to frustrate us, to leave us clueless, it will.
But I guess that there's always a purpose to it, people always say that everything happens for a reason but the catch is that we often, or mostly, never know what reason that is. But, sooner or later, those reasons come to the surface and the only thing we can do in those moments is to be strong enough to accept them and if possible, to learn the lesson life decided to teach us that time.

Unpredictable

E é assim, quando química e física são mais do que meras disciplinas escolares. Quando passam a ser duas ligações entre dois seres humanos. Ás vezes há química sem física, outras há física sem química, mas quando há as duas em conjunto, é aí que os verdadeiros problemas surjem.
Porque quando só há química, uma pessoa sofre com a falta dela, mas demora menos tempo para se livrar dessa falta. Quando há só física, bom ... é facil encontrar outra pessoa com quem se a tenha também. Mas ambas juntas implicam algo de mais forte, de mais intenso. Quando ambas se completam, criam uma força difícil de controlar, tanto no coração como nas hormonas. Criam-se vontades, e visto ambas estarem interligadas, só uma pessoa pode satisfazer essas necessidades, visto essa tal física ter sido provocada pela química que se começou a sentir por alguém em particular.
E, no que me toca a mim, sempre fui um zero à esquerda nas matérias na escola. Agora neste especto ... bem, ainda estou à espera de receber a minha avaliação.

enough said

“I think we, as living, breathing human beings, aren’t even consciously aware of our existence most of the time. We float around like listless ghosts from one dull place to another, fading into the background, and just hoping for something MORE. We yearn to break free from this inescapable cycle of monotony, but we just don’t know how.”

Pyromania

E não somos nada mais nada menos do que piromaniacos compulsivos, que brincam com o fogo como se fosse a coisa mais natural ao cimo da terra. Temos atitudes auto-destrutivas e mesmo após termos tido uma epifania após a primeira queimadura, insistimos em voltar a pôr as mãos naquelas chamas que tanto nos magoaram várias vezes antes, como se tivessemos a necessidade de sentir aquela dor ardente, por vezes aliviante, na nossa pele. Como se achássemos que as queimaduras ainda não sejam suficientemente profundas, como se estivéssemos com esperança de que a um certo ponto, o fogo já não consiga encontrar mais fibras musculares para perfurar.

Como se após tanta destruição, já não houvesse mais nada para ser destruído.

Pois.

Não sei se vocês estão com saudades de ler os meus textos, mas eu estou com saudades de os escrever.

Experiências metafóricas - Pessoas/Livros

Vejo as pessoas como vejo os livros. Nunca os decido ler pela capa, tal como nunca decido conhecê-las pela aprência. Digo sempre para mim propria que a capa é uma mera proteção, algo para lhes dar um certo ar de graça, com uma certa utilidade, mas no fundo dispensávél. Prefiro explorar o conteudo, com a esperança de encontrar algo de novo, que marque uma diferênça, despertando uma faísca desconhecida.
Alguns livros são melhores do que outros, mais interessantes, mais misteriosos, mais profundos. Com uns aprende-se, com outros sonha-se, ou então apenas nos perdemos nas ilusões que estes nos transmitem. E nesse aspecto, as pessoas são iguais.
Uns dão-me vontade de os ler aos poucos, outros despertam-me a curiosidade ao ponto de os querer devorar por completo de uma só vez e outros nem sequer me dão vontade de passar o prefácio.
Mas cada um é como é, cada um tem a sua história e uma razão pela qual foi escrito. Mas não importa o impacto que têm em mim, acabam todos por ficar guardados na minha parteleira, destacando-se pelas mais diversas razões.
E é assim que vemos que livros foram feitos para serem lidos uma única vez, e quais aqueles que são dignos de serem explorados vezes e vezes sem conta. Porque muitos não são mais do que aquilo que aparentam ser, mas outros revelam-se preciosos a cada leitura.

No teu deserto, por Miguel Sousa Tavares

"Mas agora, agora que a noite chegou e que fiquei sozinha, agora que te foste embora para a tua vida, agora que também sei que tu voltaste para uma casa onde tens alguém à tua espera, alguém que te ama, alguém que te dá paz, também a mim, de repente, me apetecia poder ir para casa e ter à minha espera alguém que me amasse. Não, não estou a dizer que queria que fosses tu. Não estou a dizer isso, estou a falar de alguém. Alguém sem nome.
Eu sei que algures, mais adiante na minha vida, hei-de encontrar quem esteja em casa à minha espera quando eu chegar. Sim, eu sei, está escrito, é sempre assim. Mas era agora que eu queria não sentir este vazio, não te sentir tão distante, tão longe do deserto. Queria só dar um sentido à nossa viagem. Já sei, já sei que nada dura para sempre - só as montanhas e os rios, meu sábio. Mas o que fomos nós um para o outro: apenas companheiros ocasionais de viagem? Com o tempo contado, com tudo previamente estabelecido e com prazo de validade previsto à partida? Foi só isso, diz-me, foi só isso o nosso encontro? Não ficou mais nada de nós os dois no deserto que atravessámos?"

(...)

"As coisas mudaram muito, Cláudia! Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardearem-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, "leves", disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos pés, não aguentam nem um dia de solidão. Eis porque já não há ninguém para atravessar o deserto, ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão."