O que é que fazemos quando não temos um Plano B?

Já começa ... Só me apetece dizer asneiras.

Horas de almoço produtivas (1)

J: "Não percebo. Umas vezes está-me sempre a mandar mensagens, sempre a perguntar o que ando a fazer, como se não pudesse viver sem mim. E outras ..."
B: " ... está ele a fazer a mesma coisa com outras raparigas."

Simples, mas extremamente gratificante.

Eu não sei, mas eu gosto de saber da rotina de um rapaz, gosto de saber quando algo no dia a dia dele o irritou, ou quando algo de estimulante lhe aconteceu, gosto que ele partilhe as coisas mais banais comigo.
Simplesmente gosto de, indirectamente, sentir que faço parte do dia a dia dele, sentir que ele quer que eu faça parte da rotina dele.
Mesmo não estando presente.

Quickie

Entraram numa divisão pequena. Ele enconstou-a à parede e beijou-a. Massajou a língua dela com a sua enquanto passava as mãos pelas coxas dela. Sentiu as unhas dela arranharem-lhe as costas por debaixo da camisola. Levantou-a, mantendo-se entre as pernas dela e sentiu a mão dela escorregar para dentro das calças dele, massajando-lhe o sexo. Tirou-o, já erecto, das calças e ajudou-o a penetrá-la.
Penetrou-a devagarinho, mas profundamente e passou as mãos para dentro do top dela, acariciando-o lhe os seios. Ela mordeu-lhe o lábio e passou para o queixo ele, que beijou suavemente. Continuaram naquele jogo que não ia demorar muito tempo, mas que iria demorar o tempo que chegue.
Ainda dentro dela, levou-a até à mesa e deitou-a em cima desta. Voltou a penetrá-la, mas desta vez com mais força e com mais rapidez. Já se ouviam as respirações mais acelaradas pela divisão, tanto as dele como as dela. Começaram ambos a gemer pouco depois.
Ela levantou-se e encostou-o ele, por sua vez, contra a mesa. Não disse nada e pôs-se de joelhos. Pegou no sexo dele, massajando-o primeiro, para depois o meter a sua boca. Variou os movimentos, de rápidos a lentos, mantendo sempre a mesma intencidade. Ele sentia bem a língua e os lábios dela a percorrer cada recanto do pénis. E poucos momentos depois tinha ele chegado ao fim da satisfacção...
Ela levantou-se e recompôs a roupa e o cabelo. Olharam um para o outro.
"Despacha-te, ainda dão pela nossa falta." E deu-lhe um beijo, antes de sair porta fora.

A little bit

Hands down, I'm too proud, for love. But with eyes shut, it's you I'm thinking of. But how we move from A to B it can't be up to me, 'cause you don't know who I was before you. Basically to see a change in me, I'd be losing, so I just ignore you. But you're on my mind and maybe in time I'll tell you that ...
(...)
As soon as it's official, we'll have to let it go, so we don't confirm the fling. keep avoiding all the questions. You can teach me many things, I'm just scared to learn a lesson.

The pressures on.

I don't trust the future. There are always so many unexpected feelings involved.

Recuso-me escrever o que quer que seja sobre isto que ando a sentir. Tenho demasiado medo que se torne no que eu não quero.

Funny thing is that my tears decided to poor down my face the same day the rain decided to poor down the sky.

Sabem o que é terem um daqueles dias em que só vos apetece chorar? Literalmente? Aqueles dias em que parece que as lágrimas se tornam tão intermitentes e casmurras e insistem em sair sem aviso?
Pois, hoje é um desses dias. Acho que já estou à horas neste pranto. As minhas bochechas estão salgadas e eu só gostava de não me sentir tão sozinha nesta situação ... Gostava que alguém me desse uma mão, pelo menos uma vez na vida.

And I just pray that this won't break me (1)

Só te peço para não cravares o teu nome no meu coração sem me deixares cravar o meu no teu primeiro.

feridas

Feridas.
Superficiais e profundas.
Grandes e pequenas.
Criam-se. Criam-se crostas por cima destas, crostas essas que insistimos em arrancar com as unhas.
Sangue que derrama. Dor que se sente.
Deitamos sal para cima delas, com esperança que este as desinfecte. Sentimos ainda mais dor ao sentirmos o sal a fazer efeito.
Deixamos o tempo passar. Volta a criar crosta.
Desta vez deixamos a crosta cair por si própria.
Mais tempo passa, as feridas não desaparecem, mas saram.
Deixando marca.
Relembrando-nos o que as criou.

(!)

There was a lot they didn’t tell you about death, she had discovered, and one of the biggies was how long it took the ones you loved most to die in your heart.

Stephen King, Lisey’s Story

A natural disaster



Cheguei ao quarto e estavas deitado no lado esquerdo da cama, de olhos fechados e com a respiração lenta, sinais de que estavas já nas profundezas do teu sono, nesse mundo que é só teu durante as horas da noite. Fiquei durante uns momentos parada ao pé da porta, a observar-te, a ver se nesse teu sono, te davas conta da minha presença. Mas os teus olhos permaneceram fechados e as minhas pernas dirigiram-me até à cama.
Levantei os cobertores e enfiei-me dentro deles. Já tinhas pré-aquecido a cama, mas, no entanto, senti-a fria. Aconcheguei-me aos cobertores e virei-me de costas para ti. Permaneci assim durante uns tempos, sempre contigo nos meus pensamentos, que ainda estavas ali ao meu lado, que continuavas imóvel, só ouvindo a tua respiração. Mexi a perna e toquei na tua. Assustei-me. Ja não me lembrava do teu toque. E, não sei porquê, senti vontade de chorar.
Virei-me e fiquei virada para ti. Passiei o meu olhar pelo teu rosto e não consegui tirá-lo de lá tão cedo. Passei pela tua testa, pela ponta do teu nariz, pelas tuas bochechas, pelos teus lábios, pelo teu queixo ... Isso tudo com o olhar, estava de tal forma paralizada que só encontrei forças para te tocar com os meus olhos.
Até que arranjei coragem e levei os meus dedos à tua face e senti um calafrio. Acariciei-a da forma mais dócil que consegui, sentindo na ponta destes a tua barba, a tua pele áspera, todos os teus defeitos palpáveis, mas invisíveis ao olhar.
E quando afastei o meu toque, chorei. Nunca tinha sentido as lágrimas caírem de forma tão natural como daquela vez. Sentia-me como se tivesse tocado num vazio qualquer.
Estavas ali ao meu lado, mas eu sabia que já tinhas partido à muito tempo.

Backstabbing bitch.

Diz-se que é a vida que nos fode? Pois, no meu caso é a matemática.

feeling perfection on a whole other level.



note to self: ouvir isto depois de se inalar substâncias naturais.

One day may feel like three years, but with you, a little more than two years feels like a lifetime of joy.

Bem, para já, acho uma parvoíce muitos blogs só conterem textos sobre pessoas que nos fazem sentir mal, tristes, e sensações derivadas de coisas negativas. Por isso, vou aproveitar para escrever um texto sobre algo que vale realmente a pena.

Primeiro de tudo, obrigada. Obrigada por seres uma das melhores pessoas que conheço, em todos os aspectos que possam ser mencionados. Acho que muitas vezes não nos apercebemos do que temos na nossa vida, mas já reparei há muito tempo atrás que tu és realmente feita de ouro. E tenho a certeza de que se algum dia medissem o teu valor, não haveria digitos que chegue para mostar o quanto é que realmente vales. E tenho a certeza de que o Ricardo e a Rita estão de acordo comigo.

És uma amiga. E não te chamo isto só por chamar, chamo-te amiga porque ao longo dos anos, soube diferênciar amigos de "amigos" e tu és digna desse nome.

Estás sempre presente. Mesmo a quilómetros de distância, posso ter a certeza de que se precisar de ti, vais estar pronta para me ajudar no que for preciso. Nunca falhaste, inconstância é algo que não conheço vindo de ti. Nunca me senti julgada, percebes-me sempre na perfeição e as tuas opiniões e conselhos vêm sempre acompanhados com a maior sinceridade e preocupação.
Como disseste, somos como irmãs, pensamos da mesma forma em muitos aspectos, ás vezes até adivinhamos o que vai na alma uma da outra e partilhamos imensas coisas. Acho que és das pessoas que melhor me conhece, e ainda acho impressionante pensares que sou tão espectacular. E hoje em dia é dificil encontrar pessoas assim como tu. Mas eu encontrei-te.

E, chegando ao fim, o que eu queria mesmo dizer é que tu mereces tudo de bom. E sei que a vida não tem sido propriamente justa contigo. Mas se o Karma realmente existe, espero que se encarrege de te dar o que tu realmente mereces.

Well, well, well ...

Encontrei uma nova fonte de fantasias menos apropriadas.

"When all is said and done, more is always said than done."

E se eu pudesse escolher, preferia ser magoada do que ter o poder de ser eu a magoar outra pessoa.

Sputnik sweetheart

"Essa ideia tem-me perseguido muitas vezes nestes últimos tempos. O mundo está cheio de rapariguinhas estúpidas e ingénuas, e eu não passo de mais uma, sempre a olhar para o umbigo e a correr atrás de sonhos que nunca se tornarão realidade. O melhor que tenho a fazer é fechar a tampa do piano e abandonar o palco. Antes que seja demasiado tarde."

Pensamentos macábros


Há remédio para tudo. Menos para a morte. Se calhar porque, ás vezes, a morte é que é o remédio.

Sip them one more glass of misery.

There are many types of drunk people.

There are those who drink socialy and those who drink unsocialy.
Those who drink to have fun, and those who drink to take the fun away from others.
Those who say the right things and those who say the wrong things.
Those who remember who they are and those who forget it.
Those who remain quiet and those who scream.
Those who stay motionless and those who break everything that crosses their way.
Those who get sentimental and those who get agressive.
Those who drink to remember and those who drink to forget.

But overall, there are the ones who just drink.
For no particular reason. Because they need it, because they don't know what else to do.

Those who are helpless. Those who think they've found the cure in the sickness.

Gonçalo.

Conheceu-o na faculdade, quando ainda tinha acabado de festejar o aniversário que lhe abriu a porta para o mundo dos adultos. A mesma altura em que a experiência de vida era escassa, mas que já tinha começado a medrar. Deu pela existência dele quando se tornaram colegas de aulas, no curso de direito que era suposto dar-lhes oportunidades no futuro.
Chamava-se Gonçalo. Era um rapaz que agradava logo à primeira vista, não era muito alto, a altura dele mal passava de um metro e setenta, mas era robusto. Tinha uma estructura óssea que delineava perfeitamente o seu rosto, olhos verdes que se destacavam à distância, para os quais as madeixas do seu cabelo semi-curto serviam de cortinados e a forma dos seus lábios era quase perfeita. Na questão do estilo também tirou nota máxima. Simples, mas com classe, vestia-se na maioria das vezes em tons de castanho ou cinzento, juntando sempre uma peça preta ou branca. As calças eram sempre de ganga e o casaco de cabedal era o pão de cada dia dos olhos que o avistavam. E pode-se dizer que foi nisso que ela se baseou para se aproximar dele, tendo a mentalidade minimamente fútil que ela tinha naquela altura.
Começaram a conhecer-se cada vez melhor. Ela mostrou-lhe o mundo dela, os sítios que frequentava, os amigos, o apartamento. Os quadros que pintava, os sêlos que coleccionava e obrigava-o a ir com ela ás compras, a coisa que ela adorava fazer durante horas, e para a qual também tinha o bolso certo.
ele mostrou-lhe o mundo dele. Os dois únicos cafés aos quais ele ia, fez-a ler muitos das dezenas de livros que ele guardava como relíquias, partilhava com ela as suas tardes a beber café e a fumar cigarros, coisa que até aquela altura era algo que ele se limitava em partilhar consigo próprio. Mas ele sempre gostou muito dela, e por isso não teve dificuldade nenhuma em mostrar-lhe como realmente era.
Os anos passaram e as coisas mudaram. Ela foi a única de ambos a terminar o curso. Arranjou, pouco depois, um trabalho num escritório onde começou a exercer o seu trabalho. ele acabou por ficar entedeado e desistiu, achou que a sua existência seria mais útil ao mundo se partilhasse os seus pensamentos. E foi aí que começou a escrever livros. Cada um deles manteu o seu próprio espaço. Ia partilhando noites, uma em casa dela, a outra em casa dele, mas nunca houve nenhuma fusão de habitats.
Mas algo que também acabou por mudar, foi ele. Não as típicas diferênças interiores que vêm com a idade, mas sim diferênças físicas, trazidas pela falta de cuidado que ele teve. Ficou com uma mancha castanha no dente, por causa do tabaco, que se notava cada vez que ele abria a boca. Andava com os cabelos de qualquer maneira, e já não se interessava muito pelo estilo. tinha ficado assim com uma aparência digna de um escritor desmazelado. Basicamente, o brilho que outrora saltava aos olhos, já não se notava à primeira vista. E para muitos este detalhe não tem importência nenhuma, mas a verdade é que esta parte é a mais importante de toda esta história.
Como foi mencionado, a mentalidade dela era bastante fútil. E foi algo que também acabou por mudar com o tempo. Porque, verdade seja dita, ela era a única pessoa que não tinha reparado nessas tais mudanças físicas. Continuava a olhar para ele da mesma forma, podia não ter à sua frente o que a tinha cativado, mas continuava a possuir a pessoa que a tinha conquistado.