Dear diary,

I hade to break a heart tonight.
And, this time, it wasn't mine.

Just like wine (1)


Yes, I died when I saw this man.

Maybe it's just me.

Epá, não sei se isto sou eu a ser estranha e esquisita, mas a verdade é que eu gosto de estabilidade nas relações que tenho com as pessoas. Não sei se hoje em dia as coisas funcionam de outra maneira mas pronto, no meu tempo estabilidade fazia parte das coisas, nem era preciso pedi-la. Ela simplesmente era dada.
Mas os tempos mudaram, obviamente. E hoje em dia pedir estabilidade a alguém equivale a pedir o mundo. Pois se não é, parece.

2000 and gone.

Acabei de tomar café a poucos metros da fronteira espanhola. Cada um com o seu cigarro na mão, e eu com o meu, ao mesmo tempo com a esperança de que este não fosse chegar ao fim.
Fim isso que não tardou em chegar, dando o sinal de partida. Fui a última a levantar-me da cadeira, que, infelizmente, também não me prendeu a ela.

Sabem aquele R do roaming que aparece no ecrã quando saimos do país? Aquele que torna as chamadas feitas e mensagens mandadas mais caras? Ele provoca coisas piores. Enriquece as saudades, manda-as percorrer trajectos mais compridos e torna-as mais intensas e difíceis de suportar.

Saí de Portugal, mas, de certa forma, nunca cheguei completamente ao Luxemburgo. Porque eu bem sei o que é deixar partir o corpo, sem que este leve a alma atrás.

January 17th

Andei a revistar o meu blog, percorri textos antigos, remexi em memórias enterradas e confirmei, de novo, que nao consigo pagar-te da mesma moeda.
As saudades vão acabar por dar cabo de mim, eu sinto-o. As coisas mudaram de uma tal forma que, mesmo após este tempo todo, ainda não me consegui habituar.
PS: os meus posts são para ti, burro do caralho.

Too far away to care at all.

A minha mãe comprou-me um chamador de anjos, é um pequeno pendente para usar à volta do pescoço. E queria perguntar-te se já ouviste alguma coisa.

19

Sou daquelas pessoas que pensa que um "parabéns" ás vezes demonstra mais do que deveria.
E, não sei bem porquê, mas costumo sempre aprender algo nos meus aniversários. E este já é o segundo aniversário no qual sinto uma tremenda tristeza ao fim do dia. Quando a noite cai, sinto sempre que algo falta, que algo ficou por ser feito, algo que ficou por ser dito. Não consigo explicar. Só sei que os dias dos meus anos trazem sempre uma sensação de medo com eles.

Parabéns a mim.
Até ao próximo dia 24 de agosto.

e é caso para dizer...

Only Idiots nurture a dying dream.

‎"Started not to give a fuck and stopped fearing the consequence."

Oprimi os meus sentimentos e tranquei-os no meu coração.
Chave? Não faço a puta da ideia.
Bem-vindos ao meu estado anterior que nunca deveria ter mudado.

Descarregamento mental.

E como se já não bastasse os textos que escrevi sobre ti no último ano e meio, aqui vai mais um. Até porque podes pensar que não me farto de os escrever, ou de pensar em ti. Mas estás enganado. Já me fartei à muito tempo mas este é um daqueles casos nos quais eu posso afirmar que não consigo conter-me. Se não já o teria feito há muito tempo.
Ainda nem percebi muito bem para que é que escrevo sobre ti, ou melhor, contínuo a escrever sobre ti (e para ti) após tudo o que aconteceu. Porque muitas das vezes eu penso que não vales a pena, não mereceste nenhum dos esforços que fiz por ti, nada. Sim, porque eu já me esforcei muito por ti, mentalmente e outros tipos de esforços.
E o que é que recebi em troca? Frieza, insignificância da tua parte, falta de consideração, entre outras coisas. E não me peças para ter em conta as vezes que te esforçaste porque essas consigo eu contar com os 5 dedos de uma mão.
Basicamente, escrevo para te chamar à atenção. Escrevo quando sinto a necessidade de falar contigo. Como disse anteriormente, "é nessas alturas em que me apetece dizer tudo ao mundo, mesmo sabendo que esse mundo não te incorpora a ti."
E para receber silêncio em troca, mais vale ficar quieta.

Because since you left my side, you could have left my mind aswell.

The bleeding

To yearn in silence requires practice, because it's not always easy to resist the temptation to ease the pain.

Faltam partes do texto, just sayin'. (já não me lembro de quando o escrevi.)

Sabem o que é sentirem que uma pessoa leva um pedaço de nós cada vez que nos abandona nem que seja por umas meras horas? Pois, eu senti isso contigo ...
Ainda hoje me lembro da primeira vez que te vi, é como se tivesse sido ontem. Mas não foi, foi há um ano atrás e a sensação que senti ao rever-te após tanto tempo foi a mesma. Porque em casos destes o tempo não muda nada, só nos comprova de que os sentimentos são intemporais quando realmente têm importância...
Tenho a noção de que estou a escrever este texto bêbeda, após ter emborcado favaios e mais umas restantes misturas para dentro do meu sistema. Mas é nessas alturas em que me apetece dizer tudo o que sinto ao mundo, mesmo sabendo que esse mundo não te incorpora a ti.
(...) os teus lábios, após ter provado não sei quantos mais, compravam-se ser os meus preferidos e não sei se é por saberem tão bem ou se simplesmente sabes usá-los da melhor maneira. Só sei que senti-los colidirem com os meus novamente foi como se estivesse a reviver o passado que um dia me enxeu de (...)
Se me pergutassem como é que me sinto quando estou contigo, eu responderia que não sei ... Porque a verdade é que não sei mesmo. Só sei que ninguém me toca como tu, ninguém me deixa no estado que tu me deixas e gostava que todos os dias tivesses um cinto à volta de pescoço para eu te prender a mim.
(...) gostava que nenhuma outra rapariga estivesse no lugar que eu um dia preenchi. Porque ser novamente o teu fundo de ecrã é o que eu mais quero ser outra vez...

Curiosity drives me

Dizem que o melhor cigarro é aquele que fumamos depois de ter relações sexuais? Ainda estou para ver isso.

Lost trust: check.

I guess I just got tired of giving away my trust and the best that I can be to, in the end, get nothing in return. Finally I understood that it really is true when others say that people use us until they don't need anything from us anymore. But it still is hard to believe that the ones who do that to us are the ones we never expected it from. I think that I will go back to when I used to not show what I felt for people, when I used to close myself behind my four walls and let nobody get in. Because I miss those times, I miss those days when I felt secure.

Só mesmo porque me apeteceu.

Adolescência.
A altura em que começamos a perceber que a vida não é uma brincadeira, onde começamos a perceber que as coisas realmente doem. Onde nos apercebemos de que as pessoas vão e vêm mas há sempre aquelas que ficam marcadas.
Altura em que nos sentimos mal connosco próprios, onde fazer comparações se torna numa rotina mais que habitual. Onde deixamos as nossas inseguranças tomarem o seu rumo próprio para nos dominarem com uma pinta do caralho. Onde tudo em nós é defeito e o que não é defeito não é bom suficiente.
Altura em que fazer pouco deveria ser muito e fazer muito é exploração. Onde queremos ter razão e quando não a temos, queremos obtê-la à mesma. Onde é difícil aceitar o facto de que os sentimentos nem sempre podem ser mútuos e que as mentiras e os enganos nos fazem mais visitas do que o esperado.
Altura em que começamos a perceber que a vida nao é uma brincadeira, mas mesmo assim, continuamos a querer brincar com ela. Mas não é por nada que os adultos dizem ás crianças que não se brinca com coisas sérias.

Fragile Dreams


Because with you, everything is so ephemeral.

Oh, what the hell ...

Holy fucking shit, I can't believe that the one time, after months, that I've decided to open myself up again turned out to be a fail, AGAIN!

Verdades difíceis de digerir.

Eu só acho triste termos de chegar a um ponto em que ao fim do dia chegamos a casa depois de um dia atribulado e apercebemos-nos de que as pessoas não são o que elas aparentam ser. Dizem que gostam de nós, que pensam em nós muitas vezes e afins mas a verdade é que são só babuzeiras, como dizem os brasileiros. Eu, sinceramente, gostava de dizer que acredito nas pessoas que me dizem isso, mas se elas me mostram o contrário, como é que eu posso acreditar nisso? Não posso, pois não? Elas não se fartam de me pedir desculpa, mas eu farto-me de as ouvir.

Eu posso estar super-ocupada, posso passar o dia inteiro fora de casa a fazer isto e aquilo mas encontro sempre um tempo, meros segundos, nos quais mando uma sms só para certificar de que relembro a certas pessoas que estou a pensar nelas. Então se eu tenho tempo de fazer isso, porque é que é tão difícil para certas pessoas fazer a mesma coisa?

Dizem que quando uma pessoa gosta de nós, encontra sempre tempo. E eu só digo uma coisa .. se não estão dispostos a dar-me o vosso tempo, então podem ficar com o resto porque o resto não me serve de nada sem o tempo que me deveria ser dado.

Será que não percebem que os pequenos detalhes são os que mais têm importância para nós? Será que não percebem que as mais pequenas atenções são as que mais marcam? E depois queixam-se de que não vos dizemos o que nos vai na mente ... Se calhar é porque, quando vos dizemos, vocês não aprendem. E até nós nos fartamos de repetir sempre a mesma coisa sem obtermos lucros.

Há males que vêm por bem. E há males que simplesmente não trazem nada de bom com eles.

Chegou a casa, tinha acabado de trabalhar mais tarde e sentia-se exausta. Sabia que se tinha tornado no ganha-pão lá de casa e isso tinha-se tornado numa responsabilidade extra. Enfiou a chave na fechadura e abriu a porta da entrada. Estava tudo ás escuras. Poisou os sacos no chão e penetrou o apartamento, bateu com a porta.

"Faz pouco barulho!"

Uma voz rouca ouviu-se pela divisão inteira. Procurou o interruptor na escuridão e quando o encontro, carregou.

Lá estava ele, sentado no sofá, de pernas abertas, com uma garrafa de vodka, quase vazia, na mão direita e na esquerda segurava um cigarro. Tinha um cinzeiro à sua frente, mas as cinzas encontravam-se no chão. Olhou para ele com um olhar de desilusão.

"Não olhes para mim assim." Pediu-lhe, levando o cigarro à boca. Expirou u fumo e tossiu.

"Estás bonito, estás."

"Cala-te."

"O quê?"

"CALA-TE!" Gritou.

"Grita, vá! Grita para os vizinhos ouvirem, para eles verem no estado em que andas." Ralhou. Era o que tinha feito nos últimos tempo, ralhar com ele cada vez que chegava a casa e o encontrava naquele estado, sempre com uma nova garrafa na mão. Foi na sua direção para lhe tirar a garrafa, mas ele não deixou, moveu a mão e pôs-a fora do alcance dela.

"O que é que estás a fazer?!" Perguntou ele, já com a voz mais alterada.

"Vou-te tirar essa merda das mãos, não vês?"

"A única merda aqui és tu, sua cabra."

"Deixa-te dessas coisas e dá-me a garrafa." Pediu-lhe, abalada com o nome que ele tinha acabado de lhe chamar.

A raiva fez então com que ele se levantasse, já com dificuldades em manter o equilíbio. Deixou cair o cigarro no chão e bebeu mais um golo da garrafa, quase vazia.

"Quais coisas, pá? QUAIS COISAS?"

"Pensas que me metes medo, ao agires assim? Deves-te achar muito assustador."

"Vê lá como é que me falas .. Não me obriges a pôr-te as mãos outra vez em cima."

Passou por ela, batendo-lhe com o ombro do braço e foi para o quarto. Ela foi atrás dele.

"Mas tu pensas que vais para onde?!"

"Para a cama, estou cansado de te ouvir."

"Eu não vou dormir contigo assim!" Agarrou-lhe pelo braço.

"Larga-me, sua puta. Dorme no sofá, então!"

"PÁRA COM ISSO, ANDRÉ!" Suplicou-lhe, já com os olhos humidos.

Ele riu-se, empurrando-a.

"Agora choras. Pára de chorar, mulher. Só choras, tu. Não sabes fazer outra coisa. Estou feito contigo."

Levou a garrafa outra vez à boca, deixando-a desta vez vazia. Atirou-a ao chão.

"Que mais posso fazer? Já viste no estado que estás?"

"Eu estou bem, percebido? Tu é que pareces estar mal, por isos muda-te!"

Ela já com as lágrimas a escorrerem-lhe pela face, agarrou-se a ele.

"Por favor, faz-o por nós, pára de beber."

Deu-lhe um estalo.

"Já tu disse para te calares!"

As lágrimas caiam cada vez com mais facilidade. Estava farta de o ver naquele estado. Tinha-se tornado numa rotina autêntica, já não sabia o que era vê-lo sóbrio.

"Recompõe-te. Estou farto de te aturar."

Com passos instáveis, entrou no quarto e mal chegou à beira da cama, começou a ver tudo à roda. Ouviu-se um estrondo. Joana foi invadida pelo medo. Levantou-se o mais depressa que pôde e foi até ao quarto, deparando-se com a silhueta dele no chão. Baixou-se para sentir o pulso dele.

Nada.

Entrou em pânico. Procurou o telemóvel no bolso, com a intenção de chamar a ambulância. Quando o encontrou, parou durante uns segundos para pensar. Deixou-o no bolso. Olhou para o André imóvel que se encontrava no chão, inconsciente. Pouco depois, levantou-se, foi até à cozinha e tirou uma garrafa de vinho tinto.

Levou por sua vez a garrafa à boca e saboreo o doce sabor do vinho e o silêncio que reinava naquela casa.