Acredita e conquista

Após a ressaca da conquista mais importante de sempre no futebol português é altura de reflectir sobre o que se aprendeu com esta tomada de posse do troféu europeu mais importante a nível de selecções. 

Antes de mais, não nos podemos esquecer que Portugal é um país cheio de história, cultura e verdadeiros heróis que transportaram o nome desta nação ao redor de todo o Mundo desde há mais de um século. Acreditar não é algo comum no povo português, onde se pode ver que falta por vezes mais confiança em nós mesmos, fé nas nossas capacidades, ousadia de querer superar-nos e acreditar que podemos ser os melhores em algo, e no que podemos fazer para tornar o nosso nome, assim como a nossa pátria, algo que orgulharia os nossos antepassados. 

Nós somos D. Afonso Henriques, nós somos Vasco da Gama, nós somos Fernando Pessoa, nós somos Carlos Lopes, nós somos Zeca Afonso. Poderia continuar a referir grandes nomes de portugueses que escreveram a nossa história nas páginas do mundo, mas a lista é interminável pois somos um povo que ao longo de todos os séculos vimos nascer pessoas que elevariam o nosso nome mais alto. Que deram tudo por um país que quiseram ver crescer e deixar o nome de Portugal e dos seus cidadãos na memória de vários adversários, inimigos, eternos rivais.

Foi isso que um conjunto de atletas durante a última semana teve em mente e mais uma vez conquistaram o topo do mundo. Não só de futebol Portugal é feito, mas sem dúvida que na noite de 10 de Julho vimos um pouco de nós, e de cada um das grandes pessoas anteriormente referidas naquele estádio em França. Assim como em Amesterdão na conquista de várias medalhas, desde a meia maratona, ao triplo salto, e até à conquista do bronze por Rui Costa em Liége.

Mais do que todas estas conquistas significaram para o país e para nós, sendo que também nós somos campeões, o nosso povo teve mais uma vez a prova que se acreditarmos tudo é possível. Se quiserem, façam. Se sonharem, persigam. Lembrem-se que o nosso país teve de ser conquistado metro a metro, e defendido muitas vezes com um homem para cada 10 homens dos inimigos. Lembrem-se que algures há alguém a torcer para que encontrem dentro de cada um espaço para ir sempre mais além e vencer. Lembrem-se que em cada célula do vosso corpo está escrito "vitória". Basta querer, basta lutar, basta perseguir. Vão, vão e conquistem o que vos está destinado.

Autor: João Ferreira 
blog usado meramente como meio de divulgação.

Haja o que houver

Tenho experienciado isto há uns tempos, por muitas coisas que eu sinta, por muitos pensamentos que me passem pela cabeça, parece que me sinto incapaz de passar isto tudo para uma folha de papel, como se estivesse a perder a habilidade de me abrir sobre assuntos que vão dentro de mim, como se o meu sistema imunitário, de uma forma muito estranha, me esteja a proibir de me expôr, se calhar prevenindo-me assim de qualquer coisa que inconscientemente me atormenta. Tem mais juízo do que eu, coitado ..

Algo de que me tenho vindo a aperceber nestes ultimos tempos é que a maioria das minhas amigas mais próximas, tirando uma ou duas, estão todas comprometidas, acompanhas, com alguém .. e não estou de maneira nenhuma a querer dizer que estão em melhor posição do que eu ou mais bem acompanhadas, nem sequer estou a insinuar que gostava de ter alguém a meu lado neste momento, porque no fundo nem quero. Porque quem me quer tem uma pontaria terrível para escolhas amorosas e quem eu penso querer .. bom, tem ótima pontaria para ferimentos cardíacos.

E sem me querer desviar muito do assunto, apesar de não ter inveja do que certas pessoas têm nas suas vidas, uma pessoa fica a pensar. Penso em como deve ser bom estar com alguém que também quer estar connosco. Penso em como outrora também senti isso. Pode ter sido por um curto espaço de tempo ou uma serie de vários meses ou anos compressados, formando uma cronologia, mas a verdade é que vejo isso como sorte. Que hajam pessoas que já tenham tido a oportunidade de passar por algo similar. E é essencial que nunca se esqueçam dessas experiências porque são sempre coisas que nos enriquecem emocionalmente. Faz-nos acreditar que há sentimentos que nos tornam melhores, que nos deixam com uma certa sensação de je ne sais quoi dentro de nós. Da maneira como eu vejo as coisas, a base dos melhores sentimentos é a mutualidade, aqueles que partilhamos em igualdade, porque não deixam espaço para que haja qualquer tipo de lacuna emocional.

Neste caso, acho que há uns tempos me apercebi de que tudo é sentido de maneira diferente. Nada é mutuo. Estou agarrada a um conjunto de momentos, memórias e sentimentos verídicos, mas porém longínquos e a uma idealogia trágica de um presente interligado em demasia com o passado. E tudo junto toma a forma de um ser humano que, de tanto roçar na ausência, se tornou num fantasma. É algo de supernatural, que só me atormenta porque ainda insisto em acreditar, sinto uma presença mas no fundo sei que não existe. Sofro de um défice terrível, quero acreditar numa realidade onírica. E sei que isto nunca vai nunca vai passar de conteudo para textos melodramáticos que só ficam bem imprimidos em pergaminho. E é por sabê-lo que escrevo sobre isto, porque é desta maneira que sinto o poder, quase escasso, que tenho sobre a situação. E eu não sei o que é o amor, mas gostaria de acreditar que o que senti possa ser considerado como tal.

Fix me.

Impressive how our past can affect our present in such a tremendous way. You spend days, weeks, months.. missing someone who lacks everything you need but still, there’s nothing else in the world you seem to want most than to be able to feel it all again once more. Memories that linger for years on our skin, in our actions, in the way we view others around us .. Mistakes that were made, promises that were broken and the pieces we left to rot on the ground, not really giving a fuck back then. Issues that never seem be solved, pain that never seems to be numbed.. Hopes that never seem to be given up on. And it goes on.. like it always has. It all goes on broken. 

The show must go on.

Her heart sank into her shoes as she realized at last how much she wanted him. No matter what his past was, no matter what he had done. Which was not to say that she would ever let him know, but only that he moved her chemically more than anyone she had ever met, that all other men seemed pale beside him.

Existe aquele não-tão-velho ditado que diz: "Ás vezes parece que têm um radar emocional. Mal nos sentem a afastar, fazem sempre questão em nos prender novamente."

E é extremamente irónico . Não só por ser verdade, mas também por ser o dia de hoje. Numa história amorosa turbulenta, por mais inconstante que esta se revele ser, principalmente após anos e anos, acaba-se por criar um certo "padrão". Puxa-me para ele, afasta-me, volta-me a puxar para ele quando me começo a mentalizar, novamente, de que, se calhar, mereço melhor, como ele ás vezes o afirma. 

Hoje acordei, ou melhor, permaneci empenhada na minha direta. Tomei banho, tratei do meu cabelo, tentei ser criativa em termos vestimentários, maquilhei-me e saí de casa decidida a pensar no assunto todo. Fumei o meu cigarro matinal  antes de apanhar o comboio, sentei-me na ultima carruagem e pûs-me a ouvir música. E hoje, fui bastante seletiva. Escolhi-as a dedo, de propósito para encher a minha cabeça de imagens tuas, minhas, nossas .. e tentei encontrar razões para te deixar para trás. E deparei-me com imensas, que fui recolhendo com o passar dos anos. E, a dado momento, eu consegui, realmente, durante uns meros minutos, convencer-me de que eu estou completamente apta de fazer tal coisa. 

Esquecer-te? Ora, isso soa completamente possível, certo? "A piece of cake" como dizem os ingleses .. algo que se decide do pé para a mão. 

Oh ... mas como se eu já não o tivesse tentado fazer. De várias formas. Tanto ficando sozinha, como tentando convencer-me, por duas vezes consecutivas, de que outros me poderiam dar o amor que tu sempre decidiste guardar fora do meu alcance. Já fui egoísta a esse ponto, fazer sofrer almas inocentes para aliviar a dor que tu criaste em mim. 

Mas costumam dizer que à terceira é de vez. E foi. Decidi que desta vez iria ser diferente. Decidi que iria permanecer no meu mundo desta forma, contigo ou sem ti. Sabendo que me arrisco a sofrer novamente ... Que é o que está a acontecer. Voltei à fase em que acordo a pensar em ti e adormeço com os mesmos pensamentos. 

Mensagens tuas? Raras. 
Momentos em que tentas fazer-me feliz? Escassos.

Porque, por alguma razão que permanece desconhecida, tu continuas a recusar-te a deixar-me entrar no teu mundo enquanto convidas outros a entrar nele. Mas já me fartei de tentar forçar essa entrada, um dia hás-de me entregar o convite para assistir ao espectáculo que é a tua vida. 

Vais-me convidar para ir a tua casa e vais-me mostrar os recantos todos, vais salientar detalhes banais e vais-me contar pequenos acontecimentos que aconteceram anteriormente. Vais-me apresentar à tua mãe e à tua avó e com sorte não se vão lembrar de quando me conheceram pela primeira vez. Vou ver o teu irmão mais crescido, com sorte menos tímido .. 

Vais-me perguntar se quero um café ou até mesmo comer algo.  Vais-me convidar para passar a noite no teu quarto onde está pendurada a bandeira que eu te enviei com o maior carinho. E vamos ficar lá trancados os dois, sozinhos, sem pensar num amanhã. Sem preocupações sobre um futuro próximo em que um "até já" será inevitável. Porque nesse espectáculo, um "adeus" estará fora de questão. 

Irás amar-me durante uma noite inteira. E, ao nascer do sol, irás acordar, fazer-me uma festinha na face, irás sair da cama para fechar as cortinas, com cuidado, para os raios de sol não me acordarem. Irás enfiar-te de novo de baixo dos lençóis e voltarás a adormecer comigo, com esperança de que a noite se prolongue durante mais umas horas, para poderes continuar a amar-me só mais um pouco  .. 

repetitive heartbreak

Eu poderia pôr-me em frente a esta folha de papel vazia com intuito de passar horas a tentar descrever o que vai dentro de mim como já o fiz inumeras vezes.

Poderia tentar encontrar palavras para transmitir este cáos todo.

E no entanto continuaria a ser uma tentativa em vão de criar explicações para esta situação estúpida que criei dentro de mim e a meu redor.

Tentar esclarecer todas estas duvidas tornou-se um fardo impossível de transportar para todos os recantos que frequento sabendo que não te encontras perto de nenhum destes. A não ser dentro de mim, pairando nos meus pensamentos mais absurdos, o unico sítio onde ainda insistes em manter-te.

Coisas que chegam a não ter nexo nenhum, mas que sempre pareciam fazer sentido.

Coisas que sempre insisti em relembrar quando, no entanto, mais valia ter esquecido, queimado, enterrado as cinzas no fundo do mar.

Porque, como um fénix, sempre tiveram a tendência em renascer ...

You're a galaxy. And I just keep on stargazing.

Hoje, como todos os dias, fui apanhar o comboio de manhã. Estava atrasada para as aulas. É assim que faço a minha vida, adiantada numas e atrasada noutras. Cheguei mais cedo do que o esperado, aproveitei então para ficar na linha e saciar o meu vicio do tabaco, juntamente com muitas outras pessoas que o partilham comigo. Isto pode ser presenciado não só numa estação, mas sim em muitos sítios de espera. Fuma-se muitas vezes quando se espera por algo. E deve ser isso que faço, quando fumo. Fumo enquanto os dias passam. Dias, semanas, meses .. tanto faz. O tempo necessário até ao dia em que te voltarei a ver. Saceio um vicio enquanto oprimo outro.

Costumo reconfortar-me com o pensamento de que agora te tenho mais do que alguma vez tive. Apesar de sentir saudades tuas constantemente, gosto de pensar que tudo isto é temporário. Que as semanas a fio sem te sentir se vão tornar mais escassas, e que vão passar a ser somente uma ou duas, ou até dias … agora raros são os momentos em que a tua ausência me atormenta porque de certa forma me dás a certeza de que vou poder ser tua como sempre quis. Apesar de as mensagens não serem regulares, gosto de pensar que cada uma das que me envias são escritas com amor e carinho .. como quem as manda com vontade de ser o rementente tão esperado. Ponho-me a sonhar acordada.

Estou deitada na cama. E lá nos meus sonhos estás tu, deitado, ao meu lado, os teus dedos entrelaçados nos meus e a minha perna sobreposta na tua. Dás-me beijos suaves no pescoço e entre cada um deles deixas que a tua respiração me aqueça aquela parte do corpo. Sem esforços permites que a tua presênça me aqueça a alma.

Nesse sonho, o tempo não existe.
Os ponteiros indicam um espaço em branco.
Os quadrados no calendário vazios.
E tu comigo. Sem que nada nos impessa de estar juntos.
Sem razões para nos deixarmos.

Nesse sonho, tu és meu e eu sou tua, por completo. Onde me susurras rimas aos ouvidos e eu sorriu, como o fiz naquela madrugada.

Onde eu te abraço contra mim sem receio de ter de te deixar.


Já passa da uma da manhã. Já devia estar a dormir. Mas ás vezes é assim. Permaneço no meu canto e sonho. 

What time never was able to erase.

Costuma-se dizer que nestas alturas uma pessoa sente o coração a acelarar e borbuletas no estômago, no entanto parece que sinto o meu corpo inteiro a entrar em transe. Os meus muscúlos faciais desenham um sorriso no meu rosto sem que eu tenha grande voto na matéria. Sinto uma mistura de sentimentos dentro de mim prestes a explodir. E, sem saber muito bem como, deparo-me a sentir saudades pelas razões mais certas e erradas.

Não iria tão longe como dizer que é um sonho tornado realidade, nem que é a coisa que eu sempre quis acima de tudo, mas sem dúvida que sempre foi algo que me roubou tempo, pensamentos de "e se?" que sempre me acompanharam durante muito tempo e que se foram acumulando.. E, no fundo, devido a vários fatores, foi algo que nunca passou de meros desejos e vontades. E eu sempre me tentei empenhar em empurrar para longe de mim todas essas coisas. Ironicamente a fonte de tudo sempre esteve tudo menos perto.

Mas, por mais que tentasse, não conseguia impedir. Ele sempre foi aquele do qual a mínima atenção se tornava crucial, por muito inconstante e mínima que esta fosse. Aquele que me mantém presa por uma corda invisível sem sequer fazer força. Que me alimenta o coração simplesmente por ser quem é. O que me atormenta e ao mesmo tempo apazigua a alma. Aquele que os anos não apagaram.

E eu por norma não sou das que desiste do que gosta.

E uma pessoa pensa que, quando as coisas finalmente acontecem mais ou menos da maneira que desejamos, algo vai vir estragar tudo. Pôr tudo no sítio onde sempre esteve arquivado. Que, forçosamente, tudo o que parece ser demasiado bom para parecer verdade o é.

Mas será que vale mesmo a pena pensar nos riscos todos nesta altura do campeonato? Depois de tudo o que já se passou, o pior que pode acontecer é as coisas simplesmente não resultarem. E eu nunca fui das que se limita a ficar na dúvida quando posso e quero procurar as respostas ás perguntas que sempre me assombraram. E agora o que se pode e tem de se fazer é ter os pensamentos e as prioridades em dia e não deixar as circunstâncias influenciar coisas que a força de vontade pode evitar. E esperar que a outra pessoa, ao fim do dia, partilhe o mesmo pensamento que nós.

E mesmo depois de tanto que já foi escrito, sentimentos e medos que foram exprimidos, continuo com tinta dentro de mim, nestas tentativas de tentar explicar a que ponto isto mexe comigo. Porque há coisas que deixam sempre uma marca. E, como outrora disse, "Porque em casos destes o tempo não muda nada, só nos comprova que os sentimentos são intemporais quando realmente têm importância..." Porque há coisas que nunca saturam. Porque, por alguma razão, decidi nunca abdicar disto.

E, principalmente, porque apesar de muitos erros, ainda contínua a haver tanta coisa que pode ser bem feita. Tantos beijos ainda por roubar, tantos carinhos ainda por trocar. E é certo que algumas fontes não são ilimitadas. Mas quando gosto, faço questáo de usufruir até não haver mais. 

"Porque ser novamente o teu fundo de ecrã é o que eu mais quero..."

“Rummaging in our souls, we often dig up something that ought to have lain there unnoticed. ”

And a year after .. here I am again. Visiting places that have been long devastated.
At least that was what I thought.
Some things should be left in the past but somehow we end up going back to them, even if only with our heart. And although it clearly is the wrong thing to do, we can't help it. Somehow we insist on digging up the past, or what's left of it, anyway. We keep on wondering what if ..
So many what if's that can't be answered by pure imagination, because imagination will never level up to the reality that we live in.
The reality that we were forced to accept.
But never truly accepted, somehow.
I always knew feelings were a tricky thing.
But they are also the only true fact.
But so unclear to interpret most of the times.
I was once so sure of myself.
But never have I doubted myself as much as I do now.


"Reise, reise, Seemann reise, jeder tut's auf seine Weise."

Some time has passed since the last time I wrote in here. I know I already said that a few months ago, but lately there isn't really much to write about because usually the subjects are just old ghosts in new forms. They keep haunting you in new scenarios, impersonated by different people.

Have you ever felt like a fool, just like that, out of the blue, being crushed by an invisible power, something unable to be seen by the human eye but that always felt so palpable when you tried to free yourself of its grip? Yeah, I know, it's weird to imagine something if you've never experienced it before. I know it all too well and I still find it weird.

Long gone are the days when I could count with the fingers on my hands the times I just wished to disappear. To go away and just stay there, wherever I would eventually end up being. Just leave everything behind and not worry about anyhing or nobody.
Some call it 'to give up',
'to run away from problems', 'from responsabilities' ...
"Responsabilities" is a bizarre word, in my opinion. What are responsabilities? Who says you get to have them? Who says you have to go through with them? So many responsabilities come at such unfortunate times, with such a bad timing, due to unfortunate events. Which makes them unfortunate aswell.

And people.

People.

People are the worst part of it all.
Things are already so complicated, and still, they just don't quit it. They have to feed themselves out of everything they can find.

Mistakes. That's where they find the greatest nourishment of all. They love to
judge, 
criticize,
point fingers. Dirty ones.

That's why so many people don't live anymore. They just complain about everything instead of just trying to make it easier and to enjoy what they have instead of always concentrating on what they haven't. and miserable people will always bring misery upon others.

People were born to live, to be alive, and still, they insist on killing everything, everyone.

Killing themselves.

And becoming ghosts.

Nostalgia

Eu ainda me lembro de quando este blog era basicamente um livro aberto do meu coração e da minha mente. De uma maneira muito estranha, eu publicava aqui tudo, ou quase tudo o que se passava na minha vida, coisa que hoje já não consigo fazer. Também já publiquei textos que nunca deveria ter exposto ao público, demasiado pessoais, que me trouxeram consequências menos desejadas, mas aprendi com os meus erros de adolescência. Mas de resto, quando vasculho neste oceano de letras e de pensamentos, lembro-me de coisas nas quais já nem penso hoje. E ás vezes fico triste, por ver tudo o que fui perdendo ao longo dos anos, mas outras fico feliz, por me aperceber de tudo o que já aprendi e a que ponto já cresci. Porque estas coisas ás vezes deveriam parecer óbvias a olho nu, mas esquecemo-nos delas. 
Enfim, este blog nunca me foi inútil. E essa é uma das razões pela qual eu contínuo a publicar nele. Porque, quem sabe, mesmo se já não escrevo com a mesma frequência, daqui a 1, 2, 3 anos irei voltar a vasculhar de novo estes recantos que nessa altura serão passado, e vou de novo aperceber-me de que afinal, o passado vale a pena ser relembrado.

Taciturn

Voltei a reler o teu blog, pela simples curiosidade de me lembrar de que tu outrora foste diferente. Tinhas sentimentos, e mostravas-os. Sem qualquer pudor, sem qualquer receio. Não sei se ainda continuas o mesmo ou se realmente deixaste esse calor em ti morrer. Escrevias sobre ti, sobre ela (ou elas), sobre mim também chegaste a escrever .. e é por isso que me pergunto: se já signifiquei algo para ti, será que ainda é o caso? Ou será que, tal como os textos, arquivaste tudo na famosa pasta do passado? Será que te lembras das coisas e tens saudades? Ou não queres saber mais do que uma vez te deixou da maneira como descreveste? Tanto num passado longínquo como no passado recente que pude viver contigo?

Or is it truly all just garbage to you?

"Desperate, I will crawl."

Eu vou-vos dizer o que é que acontece após a morte de uma mãe.
A morte de uma mãe é algo que nunca iremos perceber, nem que estejamos convencidos de que já estamos preparados à muito tempo. É algo que não se mede, é uma merda tão enorme, tão horrível que não desejo nem aos meus piores inimigos. Por muito que tente explicar o que tenho sentido nestes últimos 4 meses, não consigo, não dá. parece que cada palavra, cada explicação não consegue transmitir nem 1/4 do verdadeiro significado disto tudo.
Ando desnorteada, a minha vida está um autêntico cáos, depressão atrás de depressão, falhanço atrás de falhanço, preocupações atrás de preocupações .. pensava que iria ser mais fácil, por muito ingénuo que possa ter sido da minha parte pensar assim. Mas a verdade é que pensava mesmo que ia ser menos complicado, menos exaustante, menos .. tudo o que realmente é.
sinceramente .. nem sei o que dizer sobre isto .. so que gostava de um dia poder viver a minha vida como uma rapariga normal de 20 anos. Porra, é tudo o que peço. Só isso ..

Ills that never truly mend.

Se formos a ver, eu já disse tudo ao longo dos anos. Já descrevi tudo, tudo o que tem a ver contigo, tudo o que sinto e senti, tudo o que me marcou, já foi tudo dito, já foi tudo confessado. Por isso, não vale a pena eu continuar a repetir coisas que o outro lado não quer ouvir. Ou que aparenta não querer ouvir. Por isso só me resta aguardar. Das duas uma.
Ou te vai cair a faixa, e vais dar um rumo a isto tudo, seja esse comigo a teu lado, ou não.
Ou então vai-me cair a faixa a mim, e vou-me aperceber de que não posso mais estar sempre à espera de uma resposta tua. Ou melhor, não posso estar sempre à espera de qualquer coisa vinda de ti.
Não é que tu não vales a pena, mas andar nisto exige muito de mim.
E já me mostraste que o que peço de ti, obviamente não me pode ser dado com a constância requerida.
Isto não é um adeus, até porque nunca me vou conseguir despedir de ti, sabendo que cada vez que tu vens ter comigo eu abro os meus braços. Vê isto mais como um 'Vai para o caralho' temporário, enquanto te tento odiar por uns dias, até ser de novo envolvida pelo amor que sempre senti.

Twin

E é nas piores alturas das nossas vidas que conseguimos ver quem é que realmente está do nosso lado, pronto para nos apoiar, nem que estejamos esticados no chão, sem quaisqueres forças. Não vou negar, tenho varias pessoas assim, mas quero agradecer a uma em particular, que, apesar da distância, nunca parou de ser a amiga incondicional que sempre disse ser. como uma irmã, alguém que me percebe melhor do que ninguém.
Obrigada pelo apoio, baby. e nunca te esqueças de que estou aqui para ti.


Only Idiots nurture a dying dream.

E eu, que há tanto tempo não escrevia um texto de jeito neste blog, vou tentar fazê-lo agora, no momento em que sinto o meu frágil coração repleto de memórias, nostalgia e sentimentos que parecem não me querer abandonar.
Após ter lido textos antigos e ter ouvido músicas que descrevem, em parte tudo o que cheguei a sentir até hoje, cheguei à conclusão de que, sem tirar, nem pôr, tu és aquele rapaz que eu sempre desejei ter a meu lado durante mais do que tardes passadas dentro de um Fiat Punto azul escuro com os vidros embaciados, ou numa tenda emprestada num festival. Aquele rapaz com quem eu sempre quis partilhar bons ou maus momentos. És aquele rapaz que nunca vou conseguir ter comigo.
E, falando sem quaisqueres exageros, consigo encontrar em ti tudo o que alguma vez me agradou em outros. Todos os sentimentos que alguma vez  senti, todas as sensações que me foram proporcionadas em diversas ocasiões. E, ao fim do dia, deparo-me com a puta da necessidade de te ter comigo, abraçado a mim, porque sei que em ti encontro tudo o que realmente quero. E estou farta de inconstâncias, farta de distâncias e de compromissos deixados de parte devido a circunstâncias da vida. Farta de sentimentos acumulados, à borda, prestes a transbordar. Tudo isto é demaisado para se poder aguentar, demasiado para se esquecer, demasiado para ser relembrado.
Porque tanta lembrança que não pode ser revivida torna-se tóxica, torna-se impossível de guardar cá dentro mas também .. o que é que havemos de fazer quando cá fora  não nos serve de nada?
Se as nossas palavras, os nossos atos, no fim, não causam o impacto desejado? Mais vale ficarmos quietos, no nosso canto, e desejar por mais, mesmo que nos faça tudo menos bem.

A tal carta que nunca mandei. (escrita em 2011)

Bem, antes de mais, parabéns. Sei que te contentarias com o que te mandei neste pacote, mas visto que escrevo sempre um texto para as pessoas que fazem anos, não queria fugir à regra desta vez, mesmo sabendo que tu provavelmente não queres ler. Mas não pode ser só tudo a teu agrado.
Nem sei bem se faço bem ou não em escrever esta carta, mas apetece-me. Porque mesmo após tanto ser dito, há sempre algo para dizer, o que ás vezes pode nem ser o suficiente .. não é?
Acho que não faz nal nenhum dizer-te que te acho uma boa pessoa, porque acho mesmo. Sei que as coisas entre nós começaram a descontrolar-se há uns tempos atrás mas a verdade é que nunca te vi propriamente com outros olhos. A dada altura começaste a ser mais importante, se calhar das pessoas mais importantes que cruzaram o meu caminho. E não estou a exagerar. Aliás, de todos os rapazes com quem estive, acho que foste tu aquele que mais me fez sentir bonita. E isto pode soar como a maior estupidez nesta carta, mas é verdade. Eu sinto-me demasiado bem quando estou contigo, por isso é que sentia tanta diferênça em mim quando te ias embora. És muito especial para mim, acho que dos rapazes que gostei, foste um dos que mais me marcou mais, não só pelo facto de como eu gosto de ti, mas sim também pelo que aconteceu entre nós. Por mais que eu quisesse apagar isso, não dá, porque foi especial, pelo menos para mim, foram experiências das quais não me arrependo propriamente, arrependo-me é de ter tido que passar pelo passei, sentir certas coisas que me fizeram mal, coisas que foram um pouco condicionadas pelo teu comportamento que nem sempre foi o melhor.
Acho que o que eu queria era que tu me tratasses "melhor". Ou seja, mostrasses mais carinho, carinho esse que tu dizias sentir, mas eu não via nada. O que me custou mais foi também o facto de te teres afastado na altura em que eu estava mais apegada a ti. Disseste que foi porque soubeste que eu ia voltar para o Luxemburgo mas ambos sabemos que isso não é bem verdade. O que aconteceu foi que te tornaste inconstante. e visto que eu não lido nada bem com pessoas assim, deu no que deu. E o que piorou as coisas foi também que tu gostas de voltar ás vezes de vez em quando, sem dizer nada, e eu fico sempre com esperanças de que agente possa ter um contacto mais estável. E pronto.
Porque sim, acho que deverias saber que eu gosto muito de ti, já chateia um pouco mas eu ainda gosto muito de ti. Acho que se eu vivesse mais perto de ti eu iria continuar a querer-te como sempre quis, porque como disse .. és importante para mim. e não sei se algum dia te vou ver de forma diferente, pelo menos não tão cedo. E sei que tu achas este meu sentimentalismo exagerado, mas se calhar é porque tu já não te lembras o que é que é gostar de alguém que nos dá desprezo, já não te lembras das coisas que escrevias..
Basicamente, juntamente com os 19 anos, espero que recebes outras coisas, positivas claro.
Juntamente com esta carta mando-te a bandeira .. Já a mantive comigo demasiado tempo. E o best of deles, tinha-o cá em casa mas pensei para mim que eras capaz de gostar dele também.
"I don't feel the same anymore.

Words, as sharp as a blade, that came out of her mouth in the most inappropriated timing. That's not usually what you give as an answer to your beloved after his proposal. That is not the answer people expect when they ask someone to marry them. And she knew that, she knew that very well. She also knew that those words weren't going to ruin her life, but they would definitely crash his.

She looked at him, as his staring eyes tried to understand why the words he just heard weren't "Yes, I do."


"What do you mean?" 

What does she mean? Yeah, that was a good question, indeed. A question for which she didn't have a concrete answer. But she just decided to improvise.

"I don't feel the same anymore when I look at you."

Ah, that's what she meant. And with that small sentence, allthough he loved her with all his heart and was ready to fight for her, he knew, deep down, that he had lost the woman he was ready to spend his life with.


"What do you mean?" 

Ah, repeting himself. He's obviously in inner-denial.

"It's not that hard to figure ..." 

And she obviously doesn't want to face her reasons and his fears.

"I would really like if you just explain to me what is wrong." 

What's wrong? Everything. But she won't say that, of course. Busy sparing the guy she just broke the heart. Like that is going to mend the damage already done. "


I don't know ... things are different. I can't really explain myself." 

What she meant to say is "I don't want to explain myself."

"At least ... try? I think I deserve at least an explanation, don't you think?" 

Fighting without hope. Romantic. "


*Sigh* ... You don't deserve me." 

Ah, yes, the easy way out. Make yourself the bad guy of this all. As if that would take away his pain.

"But why do you say that?! That isn't true." 

(...)

"It is." 

(...)

"How can you say that? Gosh ... you're everything I deserve to have. You are and have been all along the only thing I've always wanted. That's why I proposed. I didn't propose for nothing. I did it because you are my everything." 

At least he's honest. Which makes everything harder for her.

 "No ... trust me." 

(...)

"But, I love yo .." 


"Oh, stop it!" 

OUH .. I think she gave in. "


Just ... stop. Seriously, there is nothing to explain. You already know why I didn't say "Yes.". You know all the reasons that made me back out. Because those were the same reasons that made you propose. There is nothing between us anymore, we have lived everything that was there to live. It has been going on for months and you know it. And, the reason why you proposed is that you think that marriage could help build a new life for us. But marriage only is usefull to renew the life between a couple." 

There, she spoke the truth.

"Just give us one more chance, please ..." 

And he tries. Again.

"I'm sorry .. but we've been dead for way too long. And there's no way for us to come back to life."

The End. Literally.

The Lure Of The Unatainable

Somewhere, out there, there's a parallel reality. There lives an alternative version of myself. A version of myself that has come where I should be by now, that has done the things that remain undone, that has lived what I've missed all these passed years. A somewhat perfect version. One that doesn't let emotions and feelings crash her into the walls that life has built around her, that can control her life according to the shit that happens, no matter how difficult the path of life gets.

Someone who makes her mother proud of her, instead of feeling like the failure in her life. Someone who isn't obsessed about her weight and looks in order to please those who don't matter. Someone who doesn't deceives her entourage with stupid actions and temporary breakdowns. Someone who shows what she really is able to do, instead of letting fear and lack of fate ruin the little she has built.

I've come to a point where instead of climbing up the mountain, I've managed to fall down of it, one crash a time. And it's probably to late to make a u-turn by now. I've lost control of so many things, but the worst is that I don't know how to control myself anymore. It's like being on the wheel of a car with no breaks, with my foot pressed on the gas pedal.

Diary Of Demonic Dreams

Aconteceu tudo num abiente de guerra. Não sei porquê, mas lembro-me sempre do cenário sendo este num quarto de uma casa abandonada, num sítio onde a paz não reside.
Ignoro como lá fui parár e pergunto-me o porquê de ele lá estar.
Como num DVD riscado, há partes deste sonho que me escapam. Um momento estou a trocar com ele ruídos mudos que provêm das nossas bocas e no outro estou sentada ao colo dele, em cima da cama, ele a sorrir para mim e a seguir deixar os lábios dele, colidirem com os meus.

Lábios esses que não te pertencem.

O sabor não mudou. Continua envolvente e hipnotizante.

Sabor esse que não é o teu.

Sinto braços envolverem o meu corpo neles.

Braços esses que não são os teus.

Mãos passearem por ele.

Mão essas que não são as tuas.

Dedos delineando cada curva.

Dedos esses que não são os teus.

Deixo-me fazer, dou autorização ao meu corpo de se juntar à coreografia do dele e sinto remorsos por estar a deixar velhos sentimentos e antigas sensações controlarem os meus actos. Contínuo presa naquele transe até me deixar acordar pela realidade.